Prefeitura de São Paulo quer acelerar aprovação da Operação Urbana Vila Sônia
A prefeitura de São Paulo vai enviar até o fim de março o estudo de impacto ambiental da Operação Urbana Vila Sônia ao Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), órgão vinculado à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. O objetivo é conseguir o licenciamento ambiental para encaminhar, o quanto antes, o projeto para a Câmara Municipal.
A Operação Urbana Vila Sônia prevê uma série de intervenções no bairro, como preservação de áreas verdes, urbanização de favelas, recuperação da infraestrutura e a criação de um túnel para ligar as avenidas Jorge João Saad e Corifeu de Azevedo Marques. Parte dos recursos do projeto virá dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) emitidos pela prefeitura, que já decidiu ampliar o potencial construtivo da região em mais de 1,3 milhões de m². O governo calcula arrecadar R$ 300 milhões com os certificados.
As obras da Operação Urbana Vila Sônia estão divididas em grupos. Para o sistema de áreas verdes, o projeto prevê a interligação e recuperação paisagística dos parques da Previdência e Luis Carlos Prestes, recuperação paisagística do parque Raposo Tavares e implantação dos parques lineares do córrego Charque Grande e trecho do parque linear do córrego Itararé, além da articulação destes por meio do caminho verde da avenida Eliseu de Almeida.
Na área de sistema viário e de transportes, além do túnel para ligar as avenidas Jorge João Saad e Corifeu de Azevedo Marques, estão previstos o melhoramento da região da Rua Alvarenga e da Avenida Eng. Antônio Eiras Garcia, e possibilidade de investimento em obras de pequeno porte do sistema troncal de ônibus e metrô.
No que se refere à recuperação e ampliação de espaços públicos, está prevista a requalificação dos Pólos Vital Brasil e Vila Sônia, junto às futuras estações Butantã e Vila Sônia do Metrô, com melhorias nas vias, calçadas e demais espaços públicos, requalificação funcional e paisagística da avenida Professor Francisco Morato e requalificação paisagística da avenida Eliseu de Almeida, incluindo ciclovia.
Também faz parte do plano da operação urbana a provisão de unidades e urbanização de favelas dentro do seu perímetro, com investimentos de no mínimo 12% do total de recursos arrecadados. No aspecto da infraestrutura, está prevista a destinação de recursos para a recuperação de drenagem, esgoto, abastecimento de água, energia elétrica, gás e telefonia.
A Operação Urbana Vila Sônia ainda está em discussão na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. Entre os pontos mais polêmicos, está o túnel que ligará as avenidas Jorge João Saad e Corifeu de Azevedo Marques, que, possivelmente, terá seu traçado modificado, visando minimizar os impactos locais.
Outros projetos da operação que ainda estão sendo discutidos são o de melhoramento viário na região da Rua Alvarenga e no cruzamento de acesso a rodovia Raposo Tavares e Avenida Eliseu de Almeida e o possível acréscimo dos parques Chácara da Fonte, Chácara do Jóquei, Caboré e Caxingui.
A análise do estudo de impacto ambiental pelo Cades será realizada com audiências públicas, constituindo ou não o licenciamento ambiental. Após isso, o projeto de lei definitivo será elaborado e apresentado à Câmara Municipal. Caso aprovado pelos vereadores, a operação passa a vigorar. A perspectiva é de que isto aconteça até o início de 2011.